Uma das maiores preocupações do Governo de Transição em Praia Grande é assegurar que todos os serviços demandados pela temporada de verão não sofram solução de continuidade e possam ser oferecidos com a qualidade usual, mesmo com a mudança de comando na Administração do Município. A afirmação é do prefeito Alberto Mourão, feita durante a coletiva que anunciou a implantação do processo de transição na Prefeitura.
O prefeito ressalta que Praia Grande vive situação atípica em relação à maioria das cidades brasileiras por ter a população até quintuplicada com a chegada do verão. As estimativas dão conta de que a Cidade receba em torno de um milhão de turistas, chegando a 1,5 milhão no Ano Novo e no Carnaval. “Isso nos obriga a que o processo de transição para um novo governo seja feito de forma a garantir a oferta dos serviços demandados, especialmente nessa época”.
Entre os serviços, Mourão cita a segurança, a coleta de lixo e limpeza das praias, a saúde pública e a organização do trânsito de veículos. Essa foi a razão de o prefeito eleito, Roberto Francisco, ter antecipado nomes de futuros titulares de algumas das pastas municipais relacionadas a essas áreas do Governo. Na ocasião, foram divulgados os nomes dos futuros secretários de saúde, Adriano Bechara; de Trânsito e Transportes, Eduardo Xavier e do subsecretário de segurança, José Américo Franco Peixoto.
“Os esquemas especiais de verão adotados para o mês de dezembro não devem sofrer solução de continuidade. Para isso, os futuros secretários precisam trabalhar junto com os atuais”, esclareceu.
Realização – Indagado sobre quais as obras, em seus três mandatos (1993-1996; 2001-2004; 2005-2008), deram-lhe maior orgulho e sentido de realização pessoal, Mourão citou as de macrodrenagem, canais e redes em vários bairros para acabar com enchentes. “Essas obras não são reconhecidas de imediato, mas sei da importância na vida da população”.
Entre obras e serviços de destaque, o prefeito falou também de seu projeto educacional: “Orgulho-me da universalização do Ensino Infantil, implantação de nove anos no Ensino Fundamental, maior número proporcional de alunos no período integral do Brasil e de ter investido maciçamente em todas as áreas da Educação, desde o Ensino Infantil até Superior”.
Mourão acredita que outra marca de seu governo é a construção do Hospital Municipal Irmã Dulce: “Hoje, a população pode dizer que a Cidade tem um hospital”. A Via Expressa Sul, pista que integrou os bairros da Cidade, também foi destacada por ele.
Cidadania - A “obra”, que Mourão lamenta não ter realizado nos três mandatos como prefeito, é abstrata: “Trata-se da consciência de cidadania, dos deveres do cidadão e da supremacia dos interesses coletivos sobre os pessoais”.
Mourão fez um desabafo: “Falei para Roberto (Francisco) que, há um ano, estava angustiado. Não tinha percepção de lançar um candidato e até pensei em não vir a apoiar ninguém porque, às vezes, você se dedica 12 anos, usa uma filosofia e princípios, mas tem muitas decepções. Mais do que construir, urbanizar e fazer tudo isso que fizemos na parte de infra-estrutura, temos de mudar o trato político da Cidade. Identificar quais as prioridades, racionalizar espaços. E a Cidade mudou. Não só politicamente, mas mudou totalmente. Mudaram também os critérios políticos. Acho que a sociedade está distanciada dessa coisa do homem público. E isso é frustrante”.
O prefeito disse que, embora 2008 tenha sido um ano difícil, foi o mais importante de sua vida política: “Aprendemos muito nas adversidades”. Disse que “a amargura passou” e revelou que, a partir do próximo ano, pretende dedicar parte de seu tempo à disseminação dos conceitos envolvendo o exercício da cidadania.
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